A biografia e o historiador: produção, limites e novas perspectivas.

Autores

Resumo

Na introdução à sua extensa biografia sobre S. Luis, Jacques Le Goff escrevia “La biographie historique est un des plus difficiles façons de faire de l’histoire" . Nesta breve frase o autor sintetizava muitas das dificuldades sentidas ao longo dos 15 anos que esta biografia demorou a ser desenhada e escrita, as questões que se tinham colocado ao longo da sua elaboração, mas sobretudo os desafios que a reflexão em torno da narrativa da vida de uma personagem coloca a qualquer historiador.

Tendo como quadro de fundo a discussão em torno dos limites da biografia como género histórico, o nosso objectivo não é retomar essa discussão sobre o retorno, a manutenção e mesmo sobre a proliferação da biografia em diferentes espaços, mas antes centrarmo -nos no caso português para, a partir dele, desenvolver uma reflexão a dois níveis.

Num primeiro tentaremos equacionar a importância do registo biográfico no quadro da produção historiográfica portuguesa centrada na Idade Média e a forma como o recurso a contributos de outras áreas científicas pode contribuir para colmatar as lacunas da informação documental.

Num segundo nível a nossa análise centrar-se-á no testamento, enquanto tipologia documental e fonte privilegiada na construção da narrativa biográfica, procurando acentuar os seus limites, mas também as suas potencialidades enquanto leitura filtrada de uma realidade.

Biografia do Autor

Hermínia Vasconcelos Vilar, University of Évora

Universidade de Évora – Escola de Ciências Sociais – CIDEHUS.

Downloads

Publicado

11/10/2021

Como Citar

Vilar, H. V. (2021). A biografia e o historiador: produção, limites e novas perspectivas. Revista Diálogos Mediterrânicos, (20), 175–191. Recuperado de https://dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/417