Narrar o Sagrado: O Desafio Hagiográfico.

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Resumo

A espiritualidade cristã tardo- antiga e medieval ancorava-se nas narrativas hagiográficas, que tinham por função imediata oferecer modelos de condutas aos fiéis. Essas podem ser vistas como biografias excepcionais de homens e mulheres, revestidas de um caráter sagrado, sobrenatural. Aos santos era atribuída enorme capacidade taumatúrgica e intercessora. Solidificando e despertando devoções as hagiografias são aqui entendidas como memória biográfica- comunicativa, pois esses textos foram escritos para serem lidos em voz alta, transmitidos também de forma oral. Possuindo uma dupla dimensão histórica e literária, os textos hagiográficos foram usados com diversos propósitos, se constituindo em elementos simbólicos, portadores de sentidos e significados próprios.

Biografia do Autor

Renata Cristina de Sousa Nascimento, Universidade Federal de Goiás

Professora na Universidade Federal de Goiás (Regional - Jataí), Universidade Estadual de Goiás e na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Go).

Pesquisadora do Núcleo de Estudos Mediterrânicos (NEMED). 

Doutora em História (2005) pela Universidade Federal do Paraná.

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Publicado

11/10/2021

Como Citar

de Sousa Nascimento, R. C. (2021). Narrar o Sagrado: O Desafio Hagiográfico. Revista Diálogos Mediterrânicos, (20), 130–142. Recuperado de https://dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/421